Sociedade Rural do Paraná lança método inédito para transformar pesquisas do agro em startups deeptech
Programa estruturado pela GO SRP, em parceria com a Evoa, conecta ciência, campo e mercado, com validação prática e foco no perfil empreendedor do pesquisador
A Sociedade Rural do Paraná (SRP) lança um novo método de pré-aceleração e aceleração de startups deeptech voltadas ao agronegócio, com foco específico em pesquisadores de universidades e institutos de pesquisa interessados em transformar suas pesquisas em soluções aplicáveis ao mercado.
A metodologia foi desenvolvida pela GO SRP, ambiente de aceleração da SRP, em parceria com a Evoa, e foi desenhada para respeitar a realidade do pesquisador, que normalmente não atua em tempo integral no empreendedorismo, mas possui alto potencial tecnológico.
O programa propõe uma jornada estruturada em duas fases — pré-aceleração e aceleração — combinando encontros periódicos, mentorias individuais, validação em campo e interação direta com produtores rurais, empresas e especialistas do ecossistema do agro, em um método que une ciência aplicada, mentalidade empreendedora e validação no campo.
Um dos diferenciais do novo método é o foco inicial no desenvolvimento do perfil empreendedor do pesquisador. Logo no início da jornada, os participantes passam por um processo de mudança de mentalidade, que os estimula a assumir uma postura mais proativa, orientada à tomada de decisão, validação prática e aproximação com o mercado.
“A pesquisa brasileira no agro é extremamente qualificada. O que estamos fazendo é criar um caminho estruturado, realista e conectado com a realidade do produtor, para startups de pesquisadores”, destaca Tatiana Fiuza, diretora de Inovação da Sociedade Rural do Paraná e coordenadora do programa.
Já para o Head de Aceleração da EVOA, Vinicius Hauser, o ciclo de 2025 representou a primeira rodada de validação do programa. “Durante o desenvolvimento, foi possível identificar com mais clareza o que gera valor para os empreendedores, quais abordagens se mostram mais eficazes para esse perfil de negócio e onde o programa precisava evoluir em estrutura e integração entre os módulos”, pontua”.
Para os participantes, ao longo do programa, a tecnologia evolui de forma estruturada, passando por duas etapas de prototipagem: uma versão inicial ainda na pré-aceleração e uma versão mais robusta durante a fase de aceleração, já preparada para testes contínuos no campo.
Outro ponto central da metodologia é a validação prática no ambiente real de produção, com pilotos em propriedades rurais e interação direta com produtores. Esse processo garante que as soluções sejam testadas em condições reais, gerando dados técnicos, aprendizados e evidências de impacto desde os estágios iniciais.
O tema regulatório, essencial para deeptechs do agro, é trabalhado de forma progressiva ao longo da jornada, permitindo que os pesquisadores avancem passo a passo, conforme a maturidade tecnológica da solução.
GO SRP e Evoa como articuladores do ecossistema de inovação
A GO SRP atua como coordenadora do programa, conectando os pesquisadores ao ecossistema do agronegócio, às demandas reais do setor e às oportunidades de validação em campo. Já a Evoa contribui com sua experiência em metodologias de aceleração e desenvolvimento de startups.
Para Tatiana, a iniciativa reforça o papel da SRP como ambiente de inovação aplicada. “Esse tipo de ação é fundamental para aproximar universidade, produtor e mercado. Não se trata apenas de criar startups, mas de gerar impacto real, acelerar a adoção de tecnologias no campo e fortalecer o ecossistema de inovação do agronegócio”, afirma.
Ao final do programa, as equipes participam de um Demo Day, realizado durante a ExpoLondrina 2027, onde apresentam os resultados técnicos, as validações em campo e o potencial de aplicação de suas soluções para produtores, empresas, investidores e instituições do setor.
Com esse novo método, a Sociedade Rural do Paraná reforça seu papel como articuladora da inovação no agro, criando condições reais para que pesquisas de alto impacto se transformem em negócios capazes de gerar desenvolvimento tecnológico e econômico para o setor.